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Estudo aponta coinfecção por dengue e zika em Aedes
Brasil - 23/05/2018

Segundo o estudo, camundongos submetidos à picada dos mosquitos coinfectados tiveram uma taxa de contaminação pelo zika de 100%

Estudo aponta coinfecção por dengue e zika em Aedes

Um estudo realizado pelo Grupo de Entomologia Médica da Fiocruz Minas, em parceria com a Fundação Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado, mostrou que o Aedes aegypti pode ser infectado simultaneamente por vírus da zika e da dengue. Os pesquisadores também descobriram que, ao picar um hospedeiro vertebrado, o mosquito coinfectado transmite preferencialmente o vírus da zika. O estudo foi publicado recentemente na revista Journal of Infectious Diseases, órgão oficial da Sociedade Americana de Doenças Infecciosas.

Para chegar aos resultados, os pesquisadores coletaram 2.501 ovos do mosquito, utilizando-os para iniciar uma colônia. As larvas resultantes da eclosão desses ovos - um total de 600 - foram criadas até a fase adulta, quando foram separadas em 3 grupos. Um grupo passou a ser alimentado por sangue contaminado pelos vírus da dengue; outro recebeu sangue infectado por zika; e o terceiro com as duas doenças. Posteriormente, os insetos passaram por um teste que comprovou que quase a totalidade dos coinfectados (por zika e dengue) estava contaminada pelos dois vírus.

Segundo o estudo, camundongos submetidos à picada dos mosquitos coinfectados tiveram uma taxa de contaminação pelo zika de 100%. O percentual contrasta com a taxa de transmissão da dengue, que foi de 20%. Além disso, esses 20% infectados por dengue também estavam por zika, indicando que o Aedes pode transmitir, para um mesmo indivíduo, as duas doenças.

Por que o vírus zika tem sido mais eficaz em transmissão ainda é uma incógnita. Segundo os pesquisadores, pelas análises, a intensidade da infecção nos mosquitos coinfectados foi maior para o zika do que para o vírus da dengue. Assim, uma das hipóteses é que haja uma maior disponibilidade do vírus da zika na saliva do vetor para ser injetado no hospedeiro. Outra possibilidade é que o vírus da zika, por ter entrado mais recentemente no Brasil, seja mais agressivo ao entrar no organismo do mosquito, tendo a capacidade de se multiplicar mais rapidamente.

Leia mais sobre o estudo.


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