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Estudo aponta alta resistência de ovos do Aedes à desidratação
Mundo - 21/03/2018

A descoberta reforça o papel fundamental da prevenção, a partir da ação semanal em nossas casas

Estudo aponta alta resistência de ovos do Aedes à desidratação

Mais de 20 mil ovos de quatro espécies de mosquitos, incluindo o Aedes aegypti, que transmite dengue, zika e chikungunya, foram analisados em um estudo realizado pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e pela Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf) em colaboração com a Universidade da Flórida. Na pesquisa, publicada na revista internacional Plos Neglected Tropical Diseases, os cientistas identificaram que o grau de presença de melanina, relacionada à pigmentação escura, na casca do ovo influencia diretamente sua resistência à dessecação.

Quanto mais escuro, mais o ovo conseguirá sobreviver em ambientes secos. Como o ciclo de vida dos mosquitos depende de uma fase aquática – é em ambientes com água que os ovos são depositados – entender a resistência do ovo à dessecação significa responder questões sobre a própria sobrevivência das espécies em ambientes hostis e sua manutenção na natureza mesmo após períodos de seca prolongada.

Inicialmente, foram comparados ovos das espécies Aedes aegypti (transmissor de zika, dengue e chikungunya), Anopheles aquasalis (malária) e Culex quinquefasciatus (filariose linfática e vírus do Oeste do Nilo). Estudos anteriores já haviam demonstrado que os ovos do gênero Aedes apresentam um traço peculiar: são capazes de resistir de oito a 15 meses sem nenhum contato com a água. Ou seja, os ovos permanecem viáveis para eclodir e dar origem a mosquitos adultos mesmo um ano mais tarde. A pesquisa atual preenche uma lacuna na literatura científica apontando a melanina da casca de ovos de insetos, especialmente do Aedes, como uma das razões que explica essa elevada resistência ao ressecamento.

O resultado pode lançar luz ao desenvolvimento de novas estratégias de controle do mosquito. Ao mesmo tempo, a descoberta reforça o papel fundamental da prevenção, a partir da ação semanal em nossas casas, com a remoção manual de potenciais criadouros onde esses ovos podem ser depositados. A evidência trazida pelo estudo em relação ao alto grau de resistência à dessecação dos ovos, que permite que eles sejam transportados a grandes distâncias em recipientes secos, sem serem percebidos justamente por serem escuros, demonstra a necessidade do combate continuado aos criadouros, em todas as estações do ano.

Leia mais sobre a pesquisa.


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