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Novo método de nutrição de mosquitos auxilia manejo de Aedes
Brasil - 13/12/2017

Pesquisadores da Fiocruz desenvolveram uma dieta artificial para Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia

Novo método de nutrição de mosquitos auxilia manejo de Aedes

Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) desenvolveram uma dieta artificial para Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia. A bactéria é a mesma utilizada no projeto Eliminar a Dengue: Desafio Brasil, coordenado pela Fiocruz, que aposta em uma alternativa natural, segura e autossustentável de combate a dengue, zika e chikungunya.

Para os pesquisadores, a adoção da nova técnica, em substituição ao sangue humano na alimentação dos mosquitos, trará mais agilidade ao manejo dos insetos. O estudo está no artigo Development and physiological effects of an artificial diet for Wolbachia-infected Aedes aegypti, publicado na revista científica online Scientific Reports, que integra o grupo Nature.

Para se chegar à dieta de que trata o artigo, o primeiro passo foi analisar os componentes do sangue humano necessários para o desenvolvimento da Wolbachia e então produzir uma fórmula que contenha esses elementos. A bactéria precisa do ferro presente nas hemácias e do colesterol presente no plasma do sangue para poder se replicar e permanecer viva dentro do mosquito. Os testes consistiram em verificar a eficiência dos nutrientes usados na fórmula.

Foram realizados mais de 30 experimentos diferentes em um ano e meio de testes até se chegar à composição final. A fórmula utiliza o APS, que é uma solução fisiológica criada para o Aedes, rica em sais minerais, o Alfaré, fonte de proteína proveniente de um leite especial produzido para bebês, o Whey Protein, que é a proteína do soro do leite, sangue bovino e ATP, que é um fagoestimulante (utilizado para atrair os mosquitos a consumir a dieta). A ideia é, num futuro próximo, chegar em uma alimentação que seja totalmente artificial. Desta forma os cientistas acr3editam que terão um número esperado de ovos eclodindo.

Na criação de mosquitos no insetário do Rio de Janeiro, o Eliminar a Dengue: Brasil os pesquisadores conseguiram uma quantidade significativa de eclosões de ovos, quase tão expressiva quanto com alimentação com sangue humano. É possível fazer com que a fêmea do Aedes aegypti produza muitos ovos, dependendo da alimentação fornecida, mas durante o processo de desenvolvimento é necessária uma quantidade elevada de nutrientes também para a evolução da Wolbachia no embrião. Caso esses elementos não estejam na proporção adequada, a viabilidade do ovo do mosquito é comprometida.

Sangue humano descartado

Atualmente, os mosquitos do insetário do projeto Eliminar a Dengue: Brasil são alimentados com sangue humano descartado de bancos de sangue parceiros da Fiocruz, por terem se tornado inadequados para utilização em pessoas devido ao tempo de armazenamento. O sangue é importante para a alimentação de mosquitos fêmeas, que necessitam dos seus componentes para produzir ovos.

Antes de o sangue ser utilizado para a alimentação dos mosquitos, a equipe de diagnóstico do projeto realiza uma análise minuciosa do material doado com o intuito de investigar a existência de infecções sanguíneas, como por exemplo, dengue, zika, chikungunya e febre amarela - doenças que não são diagnosticadas pelos bancos de sangue. Essa etapa garante a segurança na alimentação dos mosquitos.

Eliminar a Dengue

O projeto Eliminar a Dengue: Brasil é parte da iniciativa internacional World Mosquito Program (WMP), que tem sede na Austrália e está presente em outros nove países, além do Brasil. Os mosquitos Aedes aegypti com Wolbachia são criados no insetário e liberados no ambiente. Esses mosquitos possuem capacidade reduzida de transmitir aquelas arboviroses e, aos se reproduzirem com os Aedes aegypti do campo, geram mosquitos com a mesma característica.


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