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LIRAa: Mapa da dengue no estado


O Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa) foi idealizando para o monitoramento da população (e dispersão) do vetor da Dengue. Contudo, com a introdução da Febre de Chikungunya em nosso país, a metodologia passou a ser adotada também para o monitoramento do Aedes albopictus, que também é capaz de transmitir a doença.

A Febre de Chikungunya é uma doença parecida com a Dengue, causada pelo vírus CHIKV, da família Togaviridae, que tem seu modo de transmissão também pela picada do mosquito Aedes aegypti infectado e, menos comumente, pelo mosquito Aedes albopictus, justificando a importância deste monitoramento, visto que, ambas as espécies têm todas as condições de espalhar esses vírus durante o verão.

O LIRAa, realizado periodicamente pelos municípios do Estado do Rio de Janeiro, fornece o Índice de Infestação Predial (IIP) e o Índice de Infestação em Depósitos (Índice de Breteau – IB) do Aedes aegypti e do Aedes albopictus, isso o torna um importante instrumento de orientação, pois identifica as áreas prioritárias para medidas e ações estratégicas de controle e combate ao mosquito, visando à redução dos índices de infestação municipais e, consequentemente, o controle da Dengue e da Febre de Chikungunya. Em cada município, agentes de saúde visitam residências e outros tipos de imóveis, para inspecionar e identificar os criadouros, e ao encontrar, coletar as larvas ou pupas para análise em laboratório.

De acordo com as Diretrizes Nacionais para Prevenção e Controle de Epidemias de Dengue (2009), os parâmetros para classificação dos estratos e dos municípios, quanto à infestação pelo Aedes aegypti (e também adotados para o Aedes albopictus), são: menor que 1%: satisfatório; de 1% e 3,99%: alerta; acima de 3,99%: risco.


Plano Nacional de Enfrentamento da Microcefalia

O Ministério da Saúde declarou a alteração no padrão epidemiológico de ocorrências de microcefalias como Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN), com a publicação da portaria nº 1.813, de 11 de novembro de 2015, onde institui a Sala Nacional de Coordenação e Controle para Enfretamento da Microcefalia (SNCC).

A Diretriz Geral SNCC/2015 define o Sistema de Coordenação e Controle para intensificar as ações de mobilização e combate ao mosquito e a Diretriz SNCC nº 01 reorganiza as ações para intensificar o combate ao Aedes aegypti durante o período emergencial.

A Diretriz SNCC nº 1.3 de dezembro de 2016, atualiza a Diretriz SNCC nº 1.1 no que se refere ao Calendário de Ciclos de Visitas Domiciliares para 2017, definindo 06 ciclos compostos por 60 dias, cada.

O Ministério da Saúde suspenderá a Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN) ao final do 3º ciclo de visitas domiciliares, que ocorrerá em 30 de junho de 2017. Contudo, a estratégia de trabalho adotada será mantida, permanecendo a realização de ações integradas entre os setores dos três níveis de governo, envolvendo aqueles atores que têm em suas missões, papel relevante e/ou impactante no controle do vetor.


Levantamento do Aedes aegypti

Em 2017, o terceiro levantamento foi realizado na 19ª semana epidemiológica, compreendida entre os dias 07 e 13 de maio de 2017.

Com base nas informações recebidas dos municípios, configurou-se o seguinte cenário para o Estado:

  • Dos 92 municípios, 85 (92,4%) informaram a realização do levantamento. Destes, 47 (55,3%) classificados como satisfatórios e 34 (40,0%) em alerta e 04 (4,7%) em risco. Neste ciclo, 07 municípios não informaram (7,6%).
  • Foram pesquisados 884 estratos amostrais. Destes, 511 (61,5%) classificados como satisfatório, 326 (30,5%) em alerta e 47 (8,0%) em risco, este último, distribuído em 23 municípios.


Municípios que apresentaram estratos classificados com Risco, por região

Metropolitana I

  • Duque de Caxias (58 estratos: 35 satisfatórios, 21 em alerta e 2 em risco);
  • Itaguaí (08 estratos: 3 satisfatórios, 4 em alerta e 1 em risco);
  • Magé (14 estratos: 12 satisfatórios, 1 em alerta e 1 em risco);
  • Mesquita (8 estratos: 7 em alerta e 1 em risco);
  • Nova Iguaçu (43 estratos: 16 satisfatórios, 22 em alerta e 5 em risco);
  • Rio de Janeiro (249 estratos: 158 satisfatórios, 89 em alerta e 2 em risco).


Metropolitana II

  • Itaboraí (18 estratos: 2 satisfatórios, 9 em alerta e 7 em risco);
  • Maricá (15 estratos: 3 satisfatórios, 8 em alerta e 4 em risco);
  • Niterói (19 estratos: 7 satisfatórios, 11 em alerta e 1 em risco);
  • São Gonçalo (52 estratos: 17 satisfatórios, 32 em alerta e 3 em risco).


Noroeste Fluminense

  • Cardoso Moreira (02 estratos: 1 satisfatório e 1 em risco);
  • Italva (3 estratos: 1 satisfatório, 1 em alerta e 1 em risco);
  • Itaocara (2 estratos: 1 em alerta e 1 em risco);
  • Miracema (5 estratos: 2 em alerta e 3 em risco);
  • Porciúncula (2 estratos: 1 em alerta e 1 em risco).


Norte Fluminense

  • Campos dos Goytacazes (18 estratos: 2 satisfatórios, 11 em alerta e 5 em risco);
  • Conceição de Macabu (2 estratos: 1 em alerta e 1 em risco);
  • Quissamã (3 estratos: 2 satisfatórios, e 1 em risco).
  • Baixada Litorânea (2):
  • Cabo Frio (21 estratos: 14 satisfatórios, 5 em alerta e 2 em risco);
  • Iguaba grande (4 estratos: 2 satisfatórios, 1 em alerta e 1 em risco).


Médio Paraíba

  • Pirai (2 estratos: 1 satisfatório e 1 em risco);


Serrana

  • Teresópolis (4 estratos: 2 satisfatórios, 1 em alerta e 1 em risco);
  • Trajano de Moraes (1 estrato: 1 em risco).


Das 9 regiões, 7 apresentam estratos em alto risco, colocando os municípios que fazem fronteira entre si e com outros estados em alerta, pela possibilidade de propagação do vetor nestas regiões.

Em comparação a Maio de 2016, houve aumento no número de municípios que realizaram o levantamento (de 74 para 85) e no número de estratos (de 844 em 2016 para 884 em 2017). Quanto à classificação dos estratos, os satisfatórios diminuíram de 519 para 511 e aumentaram os em alerta (de 306 para 326) e os em risco (de 19 para 47).

Os 5 municípios que apresentaram os maiores Índices de Infestação Predial foram: Miracema (4,5%), Itaboraí (4,2%), Trajano de Moraes (4,2%), Porciúncula (4,1%) e Itaocara (3,8%).

Os municípios (9) que apresentam índice zero foram: Areal, Cambuci, Comendador Levy Gasparian, Duas Barras, Pinheiral, Quatis, Rio Claro, Santa Maria Madalena e Sumidouro.

Obs.: A persistência de estratos em risco aponta a fragilidade na cobertura ou na qualidade do trabalho realizado pelos municípios na visita domiciliar. Considerando o trabalho realizado no ano anterior, não era para ocorrer estratos em alto risco e os índices de infestação deveriam estar bem mais próximos de 1%: (satisfatório). Mesmo com o processo de transição decorrente da mudança de alguns gestores, após a realização das eleições municipais.

A sazonalidade tem grande impacto no LIRAa, isto porque o clima interfere diretamente no comportamento e na reprodução do vetor, logo, não se deve comparar os IIP de períodos distintos. No entanto, é possível utilizar alguns resultados do levantamento imediatamente anterior como parâmetro. Neste caso, comparado ao realizado em Março de 2017, observa-se aumento no número de municípios classificados como satisfatório de 45 para 48, em alerta de 28 para 33 e em risco de 01 para 04.

Contudo, o Estado do Rio de Janeiro permanece na classificação de alerta.

A ocorrência de casos de Febre Amarela nos estados vizinhos ao Rio de Janeiro, com possibilidade de reintrodução da circulação urbana da doença, reforça a necessidade de intensificar as estratégias de controle do mosquito Aedes aegypti em todo território estadual, em particular, nos municípios que fazem limite com esses estados.

Observamos que os depósitos do tipo A2, B, C e D2 são responsáveis por 88,0% dos 4.394 criadouros encontrados neste levantamento, evidenciando o desafio de prover um serviço público de qualidade, com foco na cobertura e suficiência e de sensibilizar a população quanto à importância do seu papel na prevenção e eliminação de prováveis criadouros do vetor.


Características dos depósitos predominantes identificados

  • A2: refere-se ao recipiente usado como reservatório de água, complementar, para consumo humano, o que reflete a deficiência no sistema de abastecimento, fato que aponta para uma ação integrada dos setores do poder público, não dependendo apenas dos ocupantes do imóvel.
  • B: refere-se aos depósitos móveis - vasos/frascos com água, prato, garrafas, pingadeira, recipientes de degelo em geladeiras, bebedouros em geral, pequenas fontes ornamentais, materiais em depósitos de construção (sanitários estocados, etc.), objetos religiosos. Para esse tipo de depósito as soluções são de responsabilidade dos ocupantes do imóvel, pois requerem ações cotidianas de inspeção dos seus ambientes, para eliminação de possíveis criadouros do mosquito.
  • C: refere-se aos depósitos fixos - tanques em obras, borracharias e hortas, calhas, lajes e toldos em desníveis, ralos, sanitários em desuso, piscinas não tratadas, fontes ornamentais; floreiras / vasos em cemitério; cacos de vidro em muros, outras obras arquitetônicas (caixas de inspeção / passagens). Requerem ações tanto dos ocupantes do imóvel, quanto do poder público.
  • D2: refere-se ao lixo (recipientes plásticos, garrafas, latas); sucatas em pátios e ferro velhos (PE), entulhos em construção. Requer ações dos ocupantes do imóvel, armazenando corretamente seu lixo, e do poder público, mantendo a regularidade da coleta e monitorando os locais de armazenamento de sucatas e de reciclagem.


Levantamento do Aedes albopictus

O presente levantamento tem como objetivos, descrever e analisar a evolução da infestação pelo Aedes albopictus nas regiões urbanas dos municípios e discutir seu possível papel de elo entre as formas silvestre e urbana da transmissão do vírus.

O vetor consegue se dispersar muito bem entre a mata e a cidade. Como existem vários vírus circulando em ambiente silvestre, o Ae. albopictus, por sua característica exofílica, se torna um vetor com potencial para se infectar com um vírus silvestre e levar este vírus para o ambiente urbano.

Esse mosquito tem demonstrado elevada capacidade para utilizar uma ampla variedade de criadouros artificiais no território urbano, sem abandonar ecótopos naturais. As formas imaturas desse mosquito nas áreas urbanas se mantêm, principalmente, em pneus, caixa d’água, vasos de plantas, latas, garrafas, bebedouros de animais e/ou ainda outros objetos que retenham água (Ministério da Saúde, 1998).

Dos 85 municípios que informaram o LIRAa, o vetor foi encontrado em 63, evidenciando sua presença em todas as regiões do Estado, como mostra o mapa acima. Nele observamos aumento em relação a maio de 2017, quando foi encontrado em 52 municípios.

Os 5 municípios que apresentaram os maiores Índices de Infestação Predial para Aedes albopictus foram: Trajano de Moraes (3,9%), Campos dos Goytacazes (3,0%), Pirai (2,5%), Guapimirim (2,3%) e Varre-Sai (2,2%).

Considerando que o Aedes albopictus transita entre as áreas urbana e rural, é importante que estes municípios estendam sua área de cobertura para além dos limites das áreas urbanas, enquanto houver residências e a presença do vetor.

Confira aqui a apresentação completa!


Denúncia de focos



As secretarias Municipais de Saúde são as responsáveis pelo combate direto ao mosquito.

Clique aqui e veja como entrar em contato com a secretaria de sua cidade.
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